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5.10.09

Português assassinado a tecladas

Na era dos insensatos, eis que surge mais um besteirol, a que os apressados de sempre já deram até nome: idioma cibernético. ... O que não se pode entender é que respeitados intelectuais considerem normal o que está ocorrendo. ... Pois na dita linguagem cibernética a língua portuguesa está sofrendo de diarréia e tenesmo ao mesmo tempo. Ora o jovem diz demais e confusamente, economizando em letras, mas se perdendo em prolixias, ora está preso ao reduzido universo vocabular que o vitima principalmente na escola. Como aprender um texto sofisticado, se professores e livros, por melhores que sejam, não conseguem contato com repolhos e alfaces ali matriculados? ... Os sem-terra e os sem-livro habitam o mesmo Brasil. Fora da Galáxia Gutenberg, todo mundo será marginal e como tal será tratado. Assim como a gíria não livra os meninos pobres dos seculares males sociais, o idioma cibernético não os livrará da marginalidade em que vivem, da falsa cultura em que se movem, da pobreza vocabular que os leva a esses terríveis insucessos numa simples redação de vestibular.

Deonísio da Silva, Observatório da Imprensa, 15/3/2005

O fim do português

Lingüista americano diz que o Brasil está destinado a trocar seu idioma pelo portunhol. ... "O intercâmbio comercial na América do Sul provocará a fusão das línguas do continente" ... Em 300 anos, o Brasil estará falando um idioma muito diferente do atual. Devido à enorme influência do espanhol, é bastante provável que surja uma espécie de portunhol.

Steven Roger Fischer, entrevista à Veja, primeira semana de abril de 2000.

O Fim da Língua Portuguesa!!

... Por ser mais pobre, a língua inglesa é muito mais fácil de aprender do que a portuguesa. É muito mais fácil falar e escrever, sem erros, em Inglês do que em Português. O que significa que, é necessário mais esforço para aprender Português do que para aprender Inglês. E o ser humano, por natureza, procura o caminho mais fácil. O que implica um maior investimento no mais difícil. ... A nossa língua é o que nos resta da nossa identidade! Será que a queremos enobrecer? Ou será a primeira das grandes línguas a morrer em nome da globalização?

Sá Lopes, Pensares, Terça-feira, Janeiro 24, 2006