6.10.09

O Fim dos Oceanos

Segundo a ONU, os mares estão em ruínas porque pescamos demais, produzimos lixo, gases do efeito estufa e esgoto demais e bagunçamos os ecossistemas. Pior: nem fazemos idéia do que está acontecendo lá embaixo em conseqüência disso. Ultimamente, aprendemos a pensar que o oceano está trasbordando de tanta água. Mas está acontecendo o contrário: ele está esvaziando, perdendo vida.

Claudia Carmello, Superinteressante Edição Verde, 12/2008

(John Dvorak, Olavão e a SuperInteressante estão quase virando café-com-leite aqui no Blog Apocalíptico.)

5.10.09

O Celular Morreu

Sou obrigada a dizer que o celular morreu. Saiu de moda. Foi ultrapassado. Num usa mais. O que tá usando agora é smartphone (o melhor é o da nokia e71). Mais fashion ainda se for blackberry (pessoa mais clássica) e iphone (pessoa mais conectada). A morte do celular começou a ser anunciada quando, no meio dos anos 2000, o Blackberry libertou o email do computador. O email incrementou o mobilephone e o celular nunca mais foi o mesmo. O enterro se deu no surgimento do Iphone 3G, no ano passado. Com o Google, Youtube e toda a Web na palma da mão... quem quer um aparelhinho que só faz e recebe ligações e mensagens de texto? Celu ficou obsoleto... e seu caminho é desaparecer da Terra assim como o telex.


Alexandra Farah, Glamurama, 30 de julho de 2009

A morte da razão

O homem já morreu. Deus já morreu. A vida se tornou uma existência sem significado, e o homem não passa de uma roda na engrenagem. A única via de escape passa por um mundo fantástico de experiências, drogas, absurdos, pornografia, uma "experiência final" elusiva, e de loucura.

Francis Scaheffer, a Morte da Razão.

A morte da inteligência (nesta parte do mundo)

Com a ascensão da intelectualidade paulista ao primeiro plano da vida nacional, a inversão uspiana do rigor, que devota ao prestígio o culto que nega à verdade, ameaça contaminar o pensamento brasileiro como um todo, selando a morte da inteligência nesta parte do mundo.

Olavo de Carvalho, em nota de rodapé, 02/1994

O fim do casamento heterossexual na Escandinávia (e os EUA são os próximos!): a culpa é dos gays!

"Same-sex marriage has locked in and reinforced an existing Scandinavian trend toward the separation of marriage and parenthood. The Nordic family pattern--including gay marriage--is spreading across Europe. And by looking closely at it we can answer the key empirical question underlying the gay marriage debate. Will same-sex marriage undermine the institution of marriage?" Kurtz is ready with an answer to his own question: "It already has." ... Americans who wonder what the acceptance of same-sex marriage would mean for society do not have to turn or resort to speculation--they can just look to Scandinavia. We will protect and defend heterosexual marriage as our social norm, or we will see marriage disappear all together.


Dr. R. Albert Mohler Jr., site Baptist2Baptist, 19 de julho de 2004

o fim da morte anunciada de um ex-blogueiro

O fim da história humana postado por Idelber.

Nada mais é sagrado nesse mundo.

O fim da música

Assim como Fukuyama proclamou o "fim da história", pode-se dizer que estamos vivendo o "fim da música". Não no sentido apocalíptico ou de extinção, mas de saturação. Já temos música demais, há muito tempo, antes mesmo de todas estarem disponíveis na internet. Imagine que, no tempo em que você lê esta crônica, milhares de músicas, de todos os gêneros, estão sendo feitas no mundo inteiro e disponibilizadas na rede. Com certeza, apenas uma parte infinitesimal terá, por qualquer critério, alguma qualidade. O resto será puro lixo, apenas poluição sonora.

Nelson Motta, em coluna do Estadão 27/02/2009

Português assassinado a tecladas

Na era dos insensatos, eis que surge mais um besteirol, a que os apressados de sempre já deram até nome: idioma cibernético. ... O que não se pode entender é que respeitados intelectuais considerem normal o que está ocorrendo. ... Pois na dita linguagem cibernética a língua portuguesa está sofrendo de diarréia e tenesmo ao mesmo tempo. Ora o jovem diz demais e confusamente, economizando em letras, mas se perdendo em prolixias, ora está preso ao reduzido universo vocabular que o vitima principalmente na escola. Como aprender um texto sofisticado, se professores e livros, por melhores que sejam, não conseguem contato com repolhos e alfaces ali matriculados? ... Os sem-terra e os sem-livro habitam o mesmo Brasil. Fora da Galáxia Gutenberg, todo mundo será marginal e como tal será tratado. Assim como a gíria não livra os meninos pobres dos seculares males sociais, o idioma cibernético não os livrará da marginalidade em que vivem, da falsa cultura em que se movem, da pobreza vocabular que os leva a esses terríveis insucessos numa simples redação de vestibular.

Deonísio da Silva, Observatório da Imprensa, 15/3/2005

O fim do português

Lingüista americano diz que o Brasil está destinado a trocar seu idioma pelo portunhol. ... "O intercâmbio comercial na América do Sul provocará a fusão das línguas do continente" ... Em 300 anos, o Brasil estará falando um idioma muito diferente do atual. Devido à enorme influência do espanhol, é bastante provável que surja uma espécie de portunhol.

Steven Roger Fischer, entrevista à Veja, primeira semana de abril de 2000.

A morte do rádio “jovem”

O rádio “jovem” morreu, acabou, se escafedeu. Não, a Jovem Pan continua mais forte do que nunca, a Mix também está a todo vapor conquistando afiliadas, a Transamperica POP, mesmo longe do auge dos anos 90 ainda tem respeitáveis 15 emissoras. Várias ótimas rádios desse mesmo estilo estão espalhadas pelo Brasil. Mas não estou falando (e muito menos torcendo) pela falência do formato rock-pop-dance, mas designar esse tipo de emissora como “jovem”, isso sim, já era. Morreu.
Gabriel Passajou, 6 de agosto de 2008

A Morte da MPB!!

Os anos 90 serão quase a morte da MPB. A massificação promovida pelas rádios FMs e pela mídia em geral em torno de “artistas” e produtos musicais bestiais como Amado Batista, É o Tchan, Tiririca, Os travessos, Tiazinha, BSB, Talita, e aqui a lista não terminaria nunca, parece querer destruir toda a nossa história musical belíssima. Apenas alguns artistas com trabalhos mais sólidos conseguem vender discos que não sejam na linha desses citados. Caetano Veloso, Gilberto Gil e alguns outros continuam compondo no velho estilo MPB, uns mais outros menos dependendo do estado de suas contas bancárias. O Rock sobrevive a esta crise. A MPB quer se renovar. E agora já no final desses duríssimos anos 90 (chega de porcarias de pagodes, de bunda music e de preguice!!!!!) algum luz parece vir do final do túnel da MPB. Nomes como Adriana Calcanhoto, Marisa Monte ou Zeca Pagodinho são muito bem vindos, e que venham mais destes pois a batalha contra essa música de mal qualidade esta apenas se iniciando.

Gilberto Luis Lima Barral, Usina de Letras, 08/08/2000

O Fim de Copabana (e do Rio de Janeiro!)

esta cidade está jogada aos ratos. Não adianta fazer campanhas milionárias para trazer os turistas para o Rio de Janeiro, se as ruas do seu bairro mais turístico está lotada de mendigos e meninos de rua, defecando nas calçadas, fazendo sexo à qualquer hora do dia ou da noite, ocupando todas as calçadas para dormir, cometendo furtos e agredindo os transeuntes. ... Andar pelas ruas de Copacabana é um tormento. É o medo constante do assalto, é a visão permanente da miséria, é constatar de forma cruel que todos os seus espaços já foram tomados pela marginalidade e que só resta ao cidadão, esconder-se em sua casa e, ainda assim, esperar que não seja ele o sorteado pela loteria macabra do crime, como aconteceu com os três turistas franceses, assassinados à facadas, no seu apartamento em Copacabana, no mês de fevereiro deste ano.

Link.

A Morte da Morte!!

Ultimately, the nanotechnological neuro-prosthetics that we develop to remediate brain injuries will also lend themselves to the sharing and backing up of memories, thoughts and personalities. That point may be recognized as the “death of death.”

J. Hughes, "Brain Death and Disorders of Consciousness", Feb 10, 2004.

A morte e a morte da canção

Vamos falar sério então: a canção acabou? Como o Quincas Berro D’Água de Jorge Amado, a canção morreu duas vezes. E com um intervalo de 40 anos. A primeira morte foi política. A ditadura militar deixou bem claro em 1964 que o suave sonho bossa-novista tinha acabado e que a canção engajada do Centro Popular de Cultura, o CPC, não tinha mais lugar. ... A segunda morte da canção aconteceu quarenta anos depois e foi, aparentemente, de morte morrida. O legista a dar o laudo -ou a questão para pensar- foi nada menos que Chico Buarque, em uma entrevista à “Folha de S. Paulo”, de dezembro de 2004. É verdade que seu laudo foi menos peremptório do que o de Tinhorão, que já havia dito coisa semelhante em uma entrevista também à “Folha de S. Paulo”, de agosto do mesmo ano. Mas morte é morte. ... A pergunta é então inevitável: será que o que morreu não foi a canção tal como inventada nos últimos 40 anos?

Coletivo MPB, Trópico.

O Sonho Acabou!

Agora só tem pão francês...

O Fim da Língua Portuguesa!!

... Por ser mais pobre, a língua inglesa é muito mais fácil de aprender do que a portuguesa. É muito mais fácil falar e escrever, sem erros, em Inglês do que em Português. O que significa que, é necessário mais esforço para aprender Português do que para aprender Inglês. E o ser humano, por natureza, procura o caminho mais fácil. O que implica um maior investimento no mais difícil. ... A nossa língua é o que nos resta da nossa identidade! Será que a queremos enobrecer? Ou será a primeira das grandes línguas a morrer em nome da globalização?

Sá Lopes, Pensares, Terça-feira, Janeiro 24, 2006

O fim da história humana!

Francis Fukuyama, depois da queda do Muro de Berlim:

The triumph of the West, of the Western idea, is evident first of all in the total exhaustion of viable systematic alternatives to Western liberalism. In the past decade, there have been unmistakable changes in the intellectual climate of the world's tow largest communist countries, and the beginnings of significant reform movements in both. But this phenomenon extends beyond high politics and it can be seen also in the ineluctable spread of consumerist Western culture in such diverse contexts as the peasants' markets and color television sets now omnipresent throughout China, the cooperative restaurants and clothing stores opened in the past year in Moscow, the Beethoven piped into Japanese department stores, and the rock music enjoyed alike in Prague, Rangoon, and Tehran.

What we may be witnessing in not just the end of the Cold War, or the passing of a particular period of post-war history, but the end of history as such: that is, the end point of mankind's ideological evolution and the universalization of Western liberal democracy as the final form of human government.


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O Fim da Teoria e do Método Científico... E a culpa é do Google!

The scientific method is built around testable hypotheses. These models, for the most part, are systems visualized in the minds of scientists. The models are then tested, and experiments confirm or falsify theoretical models of how the world works. ... But faced with massive data, this approach to science — hypothesize, model, test — is becoming obsolete. There is now a better way. ... We can stop looking for models. We can analyze the data without hypotheses about what it might show. We can throw the numbers into the biggest computing clusters the world has ever seen and let statistical algorithms find patterns where science cannot... Today companies like Google, which have grown up in an era of massively abundant data, don't have to settle for wrong models. Indeed, they don't have to settle for models at all.


Chris Anderson, Wired Magazine, 23 de junho de 2008.

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O Fim da Ciência

... scientists in, in both in physics and biology and in lots of different fields were talking in terms of reaching a kind of culmination or a final theory. For example, in physics, most physicists think that quantum mechanics is the--really sort of the final theory in a qualitative sense. We might discover new particles or phenomena in the future, but they basically will be within that framework of quantum mechanics. And the same way in biology--... Darwinian evolution and modern genetics, DNA-based genetics, created again this basic paragon within which all future knowledge would be placed.


Entrevista de John Horgan, autor de The End of Science. David Gergen, PBS, 26 de julho de 1996.

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O Fim do PC

Uma aluna minha brincou um dia destes dizendo que um Computador Pessoal sem Internet não era um Computador. De fato, um PC sem Internet é como um celular sem linha telefônica. Internet virou gênero de primeira necessidade: água, luz, telefone e Internet. A próxima revolução da tecnologia da informação parece estar no caminho contrário, ou seja, na destruição do PC. Ou, mais especificamente, da idéia do PC como o conhecemos hoje.

Alessandro Barbosa Lima, Terra

Fora de Circulação: A Morte e a Vida do Jornal Americano

... trends in circulation and advertising––the rise of the Internet, which has made the daily newspaper look slow and unresponsive; the advent of Craigslist, which is wiping out classified advertising––have created a palpable sense of doom. Independent, publicly traded American newspapers have lost forty-two per cent of their market value in the past three years, according to the media entrepreneur Alan Mutter. Few corporations have been punished on Wall Street the way those who dare to invest in the newspaper business have.

Eric Alterman, New Yorker, March 31, 2008

Quem matou o jornal?

In his book “The Vanishing Newspaper”, Philip Meyer calculates that the first quarter of 2043 will be the moment when newsprint dies in America as the last exhausted reader tosses aside the last crumpled edition. ... Newspapers have not yet started to shut down in large numbers, but it is only a matter of time. Over the next few decades half the rich world's general papers may fold. Jobs are already disappearing. According to the Newspaper Association of America, the number of people employed in the industry fell by 18% between 1990 and 2004. Tumbling shares of listed newspaper firms have prompted fury from investors. In 2005 a group of shareholders in Knight Ridder, the owner of several big American dailies, got the firm to sell its papers and thus end a 114-year history.

The Economist, 24 de agosto de 2006

4.10.09

A Morte do Livro

Menção honrosa: um blog só com posts sobre a morte do livro!

O fim do jornal impresso

As editoras de jornais cujas ações são negociadas em bolsa perderam 42% do seu valor de mercado nos últimos três anos. O patrimônio acionário da New York Times Company diminuiu 54% desde o fim de 2004. A contar de 1990, 25% das vagas na imprensa diária americana foram fechadas. O tempo médio gasto na leitura dos jornais nos Estados Unidos não chega a 15 horas por mês. (Portanto, nem 30 minutos por dia.) Oito em cada dez americanos entre 18 e 34 anos nem batem os olhos num jornal. O leitor típico tem 55 anos – e tende a ficar ainda mais velho. Quase 40% das pessoas com menos de 35 anos ouvidas numa pesquisa disseram que esperam usar a internet no futuro para se informar. Só 8% falaram em se informar pelos jornais. Menos de 20% dos americanos acham que se pode acreditar em todos ou na maioria dos relatos da mídia. Será que chegamos realmente naquilo que eu já havia mencionado em uma série de posts, conversas de botequim e reuniões de negócio? O jornalismo como conhecemos realmente acabou? O mundo é dos nerds blogs?

Fábio Ricardo, Overmundo, 12/4/2008

Sábato Magaldi Prevê a Morte do Teatro

Para Sábato Magaldi, se o teatro não for levado a sério pode se tornar passatempo de velhos. Sábato Magaldi não tem dúvidas ao diagnosticar a crise do teatro brasileiro. ... "Se não houver mudança radical na postura de hoje, o teatro correrá o risco de ser lembrado como um estranho passatempo da nossa velhice. E adquirirá o sabor nostálgico de uma riqueza que se perdeu", sentencia. Magaldi avalia que a existência do teatro na atualidade pode ser encarada como "verdadeiro milagre" e defende que, não fosse pelo mercado oferecido pela televisão, a maioria dos artistas deixariam o ofício.
Janaína Cunha Melo, O Estado de Minas, 2 de outubro de 2008

O Fim da Banana

De acordo com um alerta feito por um cientista belga, a fruta pode estar extinta em uma década. Emile Frison, chefe da Rede Internacional para o Aprimoramento da Banana, em Monpellier, na França, afirma que falta diversidade genética à planta para resistir a doenças que atacam as plantações. Para o cientista, somente a biotecnologia e a manipulação genética podem garantir a sobrevivência da espécie. "Frison vê isso como a única esperança para a banana", afirma a revista New Scientist desta semana. Sem ajuda, a produção mundial de banana pode cair, iniciando o processo de extinção da fruta.

BBC, 16 de janeiro de 2003

O fim do teatro

Concluo que fazer teatro é fazer voto de pobreza. Ganha-se mal, patrocínio só implorando, não tem público que preencha a bilheteria... Vamos, então, decretar o fim da categoria!

Kátia Gomes, Digestivo Cultura, 20/12/2001

Qual futuro do Twitter se 60% das contas foram abandonadas?

Segundo pesquisa recente, cerca de 60% das contas do Twitter foram abandonadas. Isso significa milhões de contas abandonadas. Com um índice de retenção de apenas 40%, o sistema corre o risco de virar uma ciadde-fantasma em breve. E mesmo que dobre o crescimento todo mês, ele jamais será lucrativo. Eles poderiam fechar as portas amanhã e ninguém reclamaria.

John C Dvorak, PCMag, Agosto 27, 2009

(Dvorak tem tantos artigos apocalípticos que estamos pensando em fazê-lo santo patrono dos profetas do apocalipse!)

O e-mail está morto. Enterrem!

A revolução do e-mail está morta. Acabou. O e-mail não é mais confiável, precisa se reinventar urgentemente. Para mim, é triste ver uma ferramenta potencialmente tão útil se deteriorar a esse ponto. O e-mail hoje é só uma carcaça podre na estrada da informação.

John C Dvorak, PCMag, Abril 9, 2009

(Dvorak tem tantos artigos apocalípticos que estamos pensando em fazê-lo santo patrono dos profetas do apocalipse!)

A morte do chocolate

Howard Shapiro, global director for plant science and external research for confectionery manufacturing Mars Inc. of McLean, Va., said measures must be taken soon to prevent shortages of chocolate. "If nothing was done, and the temperature was to rise, and the rainfalls were to change and drought became more prevalent ... without looking into new farming practices, then there should be a problem, and there might likely be a problem," he said.


Lama Hasan, ABC News, 14 de fevereiro de 2008.

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